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Notícias Ecclesia

XVIII Capítulo Geral

Dia 24 de Junho

Neste dia em que a Igreja Universal celebra a festa litúrgica de S. João Batista, as Servas Franciscanas Reparadoras iniciavam uma nova etapa de trabalho, na celebração do seu XVIII Capítulo Geral.
Pelas 8.00 horas deu-se início à celebração da Eucaristia, presidida pelo Sr. Bispo de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro.
Já depois de cantados os salmos de Laudes, a Assembleia Capitular foi sobressaltada pela notícia de que uma das capitulares, a Ir. Lúcia Lopes, tinha sido vítima de um Acidente Vascular Cerebral e, de imediato, encaminhada para o hospital de Bragança e dali para o de Braga, a fim de ser diagnosticada e tratada. Ao longo do dia foram chegando notícias da evolução do seu estado que inspira preocupação.
A Eucaristia continuou e, na homilia, D. José Cordeiro deu graças pela vida e pelo testemunho de consagração da Ir. Lúcia Lopes, vida intimamente ligada à vida de Alzira da Conceição Sobrinho, a mulher que em 1916 Deus cumulou com o dom do Carisma que viria a dar origem a esta Congregação das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado. Fazendo a ligação com a liturgia do dia, D. José Cordeiro evocou que a Basílica de S. João de Latrão em Roma, Igreja mãe de todas as Igrejas do mundo, tem como padroeiros S. João Batista e S. João Evangelista, este último nome escolhido por Alzira Sobrinho como nome religioso. Mas, disse ele, “também esta mulher a quem Deus concedeu o vosso carisma, tem a marca de S. João batista, por aquilo que encerra a sua vida e a sua vocação”. Vincou que “o carisma é concedido a uma pessoa concreta”, embora depois ele passe por contágio a outras para o serviço e bem da igreja e é Alzira esse lugar escolhido para a transmissão do dom.
Depois do pequeno almoço, as Irmãs Capitulares tiveram um tempo de retiro orientado pelo Senhor D. José Manuel Garcia Cordeiro, Bispo de Bragança-Miranda que, depois da celebração da Eucaristia, orientou a manhã de retiro das Irmãs. Na sua reflexão recordou os temas propostos pelo Papa Francisco para as Jornadas Mundiais da Juventude, todos relacionados com a atitude de levantar-se, a fim de salientar a coragem de olhar o futuro para responder aos desafios de Deus. Citando Miguel Torga, falou da importância de “sem atraiçoar o passado, recolher do passado o que ele tem de eterno” para fazer a ligação com a grande mulher que Deus nos deu, Alzira da Conceição Sobrinho, à qual Deus concedeu o dom do Carisma das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado e que ela transmitiu a outros por contágio. Definiu-a como uma eucaristia viva, como uma esposa, uma mística que, com os recursos do seu tempo, soube viver da liturgia, apontar para a celebração, centrar-se em Cristo. Situou aqui o lema deste Capítulo Geral, lembrando que “a fonte e o ponto culminante da evangelização é a Eucaristia” (PO 5) e desafiou as Irmãs a evangelizar a partir da vivência da fraternidade. “A própria vida tem de falar do carisma”, disse, sublinhando que este carisma é mais atual que nunca.”
A manhã culminou com um tempo de adoração Eucarística.
Da parte de tarde, já na sala capitular iniciaram-se os trabalhos com a invocação do Espírito Santo mediante o cântico Veni Creator Spiritus. Foi feita a chamada das capitulares e a Superiora Geral tomou a palavra para declarar aberto o Capítulo Geral e dirigiu-se à assembleia, saudando cada uma. Com a passagem evangélica do discurso de Jesus na sinagoga de Nazaré, lembrou às Irmãs o tempo de discernimento em que cada uma é chamada a participar, garantindo que “O Espírito de Deus enche este espaço capitular” (…) acreditando que o mesmo Espírito “há-de potenciar este nosso sentir com o todo que é a Congregação, inspirada pelos Fundadores e confirmada pela mãe Igreja”. Manifestou o desejo de que estes dias possam “dar um novo respirar ao dinamismo do carisma, para o bem de cada uma de nós e daqueles a quem fomos enviadas”.
Propôs às Irmãs algumas atitudes. A primeira criar ambiente de oração e de escuta do Espírito, viver a oração como o próprio coração do Capítulo. Outra atitude é a do diálogo contemplativo, a atitude de escuta, falar claro e escutar com humildade, uma atitude de discernimento, e o sentido da missão partilhada. “Há uma missão que é partilhada, onde o carisma não tem fronteiras.” Finalmente a Superiora Geral colocou sob a proteção de Maria, nossa Mãe e Padroeira” a celebração deste capítulo. Seguiu-se a aprovação do horário e do regulamento do Capítulo. Foi ainda feita a distribuição de cargos e serviços que durante esta semana se revelam necessários para que tudo decorra com ordem e harmonia.
A oração de Vésperas foi o momento de louvor da tarde. Depois do jantar houve ainda tempo para a oração mariana e a hora de completas.


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