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Domingo de Ramos - A

Domingo de Ramos – Ano A

 

Diante da Palavra

 

Vem, Espírito Santo, ajudar-me a ser discípulo de Jesus!

 

Evangelho segundo S. Mateus 26, 14-27,66

Então, Jesus disse-lhes: «Todos vós, esta noite, vos escandalizareis por minha causa, como está escrito» (…); Pedro interveio, dizendo: «Ainda que todos se escandalizem por tua causa, eu não me escandalizarei» (…); «Em verdade te digo: Esta mesma noite, antes de o galo cantar, Me negarás três vezes». Pedro disse-lhe: «Ainda que tenha de morrer contigo, não Te negarei». E o mesmo disseram todos os discípulos (…); Depois, foi ter com os discípulos, encontrou-os a dormir e disse a Pedro: «Nem sequer pudestes vigiar uma hora comigo! Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca» (…); Soltou-lhes então Barrabás. E, depois de ter mandado açoitar Jesus, entregou-lh’O para ser crucificado. Então os soldados do governador levaram Jesus para o pretório e reuniram à volta d’Ele toda a corte. Tiraram-Lhe a roupa e envolveram-n’O num manto vermelho. Teceram uma coroa de espinhos e puseram-Lha na cabeça e colocaram uma cana na sua mão direita.     

 

 

Caros amigos e amigas: começamos a Semana Santa com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Esta é a última coisa que as autoridades religiosas queriam que acontecesse. Elas não aceitaram Jesus, nem os seus ensinamentos, e querem evitar que outros o sigam. Nada podia ser pior do que Ele receber este clamoroso acolhimento de ‘herói’.

Interpelações da Palavra

 

“Esta mesma noite… Me negarás três vezes…”

Contemplar a figura de Pedro pode levar-nos a dar mais um passo no itinerário de conversão quaresmal, que, agora mesmo, entra na sua recta final, na semana grande do Ano Litúrgico. Negações deste discípulo são dadas por nós cada dia. Cobardia, medo, respeito humano, vão gerando atitudes menos fiéis, generosas, dedicadas. Pedro na ceia parecia forte, corajoso, mas não o era. Confiava em si e não no poder de Deus que em nós é fiel. Voluntarioso, quase vaidoso, pensava-se forte e imune de queda. Vai aprender o que é o pecado e a conversão para poder depois confirmar os seus irmãos fracos e pecadores. A trajectória deste discípulo é a nossa existência quotidiana cheia de pequenas negações ao amor. Quais são as tuas? Não será hora de mudar?

“Foi ter com os discípulos… encontrou-os a dormir…”

Os discípulos dormem. Nos momentos dolorosos e importantes deixam-se vencer pelo sono. Tibieza, sonolência, falta de amor, ausência de amizade. Não pode (não deve) acontecer assim connosco. Nem se pode, em momento algum, pensar que, apenas nós, seres humanos, somos e temos a chave para o problema. Olha, como a Igreja, nesta hora pandémica, te está a comunicar isso, convidando-te a “vigiar e orar”. Os primeiros discípulos deixaram de fazer companhia ao Mestre, ao Amigo. Por isso, o queixume de Jesus: “Nem sequer pudestes vigiar uma hora comigo!”. Queixume que não é repreensão agressiva, mas súplica, pois insiste: “Vigiai e orai”. Só assim se vence a tentação e se consegue a força e a graça de Deus. Mais, assim também se alcança a vitória.

“Teceram uma coroa de espinhos…”

Jesus, em silêncio, sofre. Tinha aceitado a vontade salvífica do Pai, tinha dito sim, tinha amorosamente acedido a ser vítima do holocausto. Não se vai queixar, revoltar, fugir à dor. Exemplo maravilhoso. No seu interior, ama aqueles homens, ama e pensa em todos os pecadores. Todos precisam do seu sangue, das suas dores. E todos estamos lá, na pessoa dos soldados, a fazê-lo sofrer, escarnecendo, batendo, cuspindo, injuriando. Quando O quiseram aclamar rei, fugiu pelo meio da multidão. Agora, perante os soldados romanos, é coroado de espinhos na ignomínia e no meio de insultos. Perante tal espectáculo, como podemos nós querer honras, prestígios, louros? O nosso Rei está coroado de espinhos. Não deixemos de olhar para o sofrimento que invade a vida da humanidade neste tempo: epidemias, angústias, medos, incertezas, inseguranças, perdas, cansaços, solidão, falta de pão… Pensar no sofrimento de Jesus deve fazer-nos socorrer, acompanhar, amar os cristos que hoje sofrem no nosso mundo. Fá-lo dentro das possibilidades de cada tempo.

Rezar a Palavra

“Lembra-te, Jesus, Verbo de Vida,

De que me amaste até morrer por mim

Quero também amar-Te loucamente,

Quero também viver e morrer por Ti” (Santa Teresa do Menino Jesus, Poesia 24,26)

 

  

Viver a Palavra

Vou-me abrir ao testemunho de Jesus, deixando-me converter e transformar pelo seu Amor!  

 

P. Vasco Nuno, OCD

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