• Slide 3
  • Slide 1
  • Slide 2
  • Slide 4
  • Slide 5
  • Slide 6

VII Domingo Comum A

VII DOMINGO do Tempo Comum - Ano A


Diante da Palavra
Vinde, Espírito Santo, e acendei em nós o vosso fogo consolador e ardente de santidade, perfeição e Amor.

Evangelho segundo S. Mateus [5, 38-48]
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Olho por olho e dente por dente’. Eu, porém, digo-vos: Não resistais ao homem mau. Mas se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda. Se alguém quiser levar-te ao tribunal, para ficar com a tua túnica, deixa-lhe também o manto. Se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, acompanha-o durante duas. Dá a quem te pedir e não voltes as costas a quem te pede emprestado. Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos. Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos? E se saudardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito».

Queridas amigas e queridos amigos, esta semana somos desafiados por Jesus a sermos perfeitos como o Pai. Tarefa difícil, é certo, mas possível se escutarmos e colocarmos em prática as recomendações do Mestre: abramos os nossos ouvidos e o nosso coração à sua Palavra.
Interpelações da Palavra
«Ouvistes o que foi dito…»
A passagem do Evangelho de hoje vem imediatamente no seguimento do trecho proposto na semana passada. Continuamos com Jesus na secção central do Evangelho de Mateus: o anúncio do Reino. Em pleno discurso da montanha, juntamente com os discípulos e as multidões, escutamos o Mestre que nos trouxe ao monte, qual novo Moisés, que, integrando a Lei, vem completá-la e levá-la ao seu pleno cumprimento. Jesus continua a apresentar aquilo que foi dito aos antigos e a novidade inaugurada por Ele. Desta vez, os seus ouvintes são convidados a irem para lá da lei de talião, sintetizada no famoso aforisma: «Olho por olho e dente por dente». Ora, essa lógica de retribuição não funciona para Jesus, que nos propõe um novo olhar sobre o outro e as exigências da vida partilhada com os demais. Para além disso, em relação ao amor aos inimigos, Jesus recupera as palavras de Moisés que escutamos também neste Domingo na 1ª Leitura do Livro do Levítico: «amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo».

«Eu, porém, digo-vos…»
As multidões que escutam Jesus são surpreendidas com a nova proposta de Cristo: um olhar e uma ação marcados pelo Amor. O Filho incarnado no meio dos humanos traz o Evangelho do Amor, uma mensagem que não é só do passado, mas que nos convida a dar um passo em frente, a superar essa sabedoria dos antigos para acolher a Sabedoria incarnada. O olhar de Deus é amar, como bem intuiu Teresa de Jesus, e o convite do Senhor nesta passagem evangélica é precisamente a transformarmos o nosso olhar e os nossos gestos no Amor. Reparemos que se trata de um Amor sem limites e incondicional, que implica dar a outra face a quem nos bate, a dar o manto, para além da túnica, e a caminhar o dobro daquilo que nos é pedido. Trata-se, no fundo, de dar sem esperar nada em troca. Este Amor terá de ser manifestado num abraço universal sobre todos, sem exceção, principalmente aos inimigos e àqueles que nos fazem o mal.

«Sede perfeitos, como o vosso Pai Celeste é perfeito»
Como vemos, o programa de Jesus é a sua própria vida: também Ele se deu totalmente a cada um de nós, também Ele amou até ao fim e a chuva da sua salvação caiu sobre todos, mesmo naqueles que lhe fizeram mal. Jesus coloca-nos uma questão fundamental: «que fazeis de extraordinário?» Ora, nós, os cristãos, estamos chamados a ser extraordinários, ou seja, a sermos aqueles que saem fora da rotina e marcam pela diferença. Estamos chamados a ser Amor, mesmo onde Ele não existe, para daí retirarmos o Amor, tal como convida João da Cruz. No fundo, o Mestre faz o apelo para sermos perfeitos como o Pai Celeste é perfeito: é a síntese desta passagem evangélica.
Rezar a Palavra

Senhor Jesus, as tuas palavras e os teus gestos confundem a nossa lógica de amar.
Tu propões algo novo, inaudito em toda a História: amar sem limites.
Molda-nos, Senhor, e torna-nos mulheres e homens sem limites,
torna-nos santos e perfeitos como o Pai.
Enfim, Senhor Jesus, pedimos-Te que nos tornes extraordinários e que sejamos, assim, reflexos da comunhão de Amor que inunda a Santíssima Trindade. Assim seja.

Viver a Palavra
Durante esta semana comprometo-me a ser extraordinário: sendo santo e sendo perfeito como o Pai do Céu.

Fr. Francisco Maria Braguês, OCD

Newsletter

Receba as nossas novidades.
Subscreva a nossa Newsletter:

© 2013 SFRJS Todos os direitos reservados