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Celebração da VI Assembleia Plenária da Delegação de Angola

Segundo as leis das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado no espaço de seis meses antes ou após a celebração do Capítulo Geral, deve realizar-se na Delegação de Angola uma Assembleia Plenária a fim de que as propostas e orientações emanadas do Capítulo tenham uma concretização dentro do contexto deste país. A Assembleia sendo um prolongamento do Capítulo para a Delegação, acaba por afetar a Congregação no seu todo.

Tendo sido convocada pela Superiora Geral, a VI Assembleia da Delegação de Nossa Senhora Mãe de África realiza-se na sede da Delegação, na Casa de Santo António, no Cavaco, Benguela, Angola, de 2 a 6 de Janeiro de 2020.
No dia 2 de Janeiro, confluíram para a Casa de Santo António as 23 Vogais convocadas para iniciar um tempo de forte experiência espiritual, de reflexão, de oração e de comunhão.
A Superiora Geral da Congregação, Ir. Teresa Fernandes, não podendo estar fisicamente, como seria seu desejo, enviou às Irmãs uma mensagem de estímulo manifestando-lhes a certeza de que as acompanharia com muita atenção e interesse, permanecendo em oração. Nesta conformidade delegou a Presidência da Assembleia na Vigária Geral, Ir. Maria José Diegues de Oliveira, e a sua assessoria na Ir. Emília Maria Vinhas de Seixas, Ecónoma Geral da Congregação. A Assembleia é ainda participada pela Ir. Cristina Nangolo, Conselheira Geral, na qualidade de convidada.
As irmãs reuniram na Capela para a celebração da Vigília do Espírito Santo, com o Santíssimo Sacramento exposto, num tempo forte de invocação, silêncio, leituras, cânticos e entrega pessoal.

No dia 3, as Irmãs tiveram uma manhã de retiro, iniciando com a reflexão orientada pelo Pe. Adriano Ukwatchali sobre o tema da Assembleia “do Coração Eucarístico para o coração do mundo". Evocando a passagem dos discípulos a caminho de Emaús (Lc 24) até que reconheceram Jesus ao partir do Pão. O Pe. Adriano lembrou que a Eucaristia é o lugar de reconstrução da nossa identidade e só é feita a partir de uma comunidade, ou seja, a comunidade é a viabilização do sacramento do amor. Acolher o coração Eucarístico implica viver como uma família.
“A Serva Franciscana preenche os espaços deixados em aberto pela pressa do homem contemporâneo”, disse o Sacerdote, acrescentando que “o carisma da SFRJS é mais actual que nunca” pois “a SFRJS reavive em si, aquilo que é o centro da vida da igreja” e é isso que a “faz ir para o coração do mundo, ferido, ressequido”. O Sacredote da Diocese de Benguela exortou as Irmãs a “dar esperança ao mundo. É aí onde a SFRJS deve resgatar os valores do Evangelho.” E convidou-as a aprender a comungar com Maria, pois “Maria comungou na Cruz: ‘uma espada trespassará a tua alma’. Ela é um modelo de consagração. A SFRJS contempla Maria ao pé da Cruz, ela é como um ícone.”
Depois deste momento tão denso de reflexão, as irmãs tiveram a sua reflexão pessoal e depois seguiram para a Capela para um tempo de adoração eucarística, terminando com a celebração da Hora Intermédia.
Pelas 15.00 horas iniciou-se a Eucaristia solene presidida pelo Senhor D António Jaca, Bispo de Benguela.
Pelas 16.30 horas deu-se início aos trabalhos da Assembleia, pedindo novamente a força do Espírito Santo. Foi feita a chamada das Vogais, ouviu-se a Palavra de abertura pela Superiora da Delegação, Ir. Teresa Cambundo e a da Vigaria Geral, Ir. Maria José Oliveira, seguindo-se a montagem da Assembleia. Os trabalhos prosseguiram ainda com a apresentação do Relatório do Governo Geral.

 

O dia 4 iniciou com a celebração da Eucaristia e Laudes, presidida pelo Pe. António Pedro Amândio, sacerdote secular da Diocese de Benguela e Vigário Episcopal para a formação. Da sua homilia destacamos: “A Vida religiosa não é natural, mas sobrenatural. Para tal, são necessárias cinco etapas a percorrer: Deus conhece, predestina, chama, justifica e glorifica. A vida não pode basear-se na teologia da rotina, mas na teologia da constância; ou seja, em fazer novas todas as coisas, com espírito novo, pois a vida religiosa assenta numa disciplina que seja facilitadora da santidade”.
Durante a manhã foi apresentado o relatório da Delegação de Angola, juntamente com o económico, seguindo-se os trabalhos de grupo para a análise destes e do relatório geral, tendo-se feito, ao início da tarde, a partilha das reflexões.
Depois do lanche, as irmãs foram convidadas a mais um tempo de reflexão orientado pelas Irmãs Maria José Oliveira e Emília Seixas. A primeira partiu de uma frase de D. José Manuel Garcia Cordeiro, referindo-se à vocação da SFRJS: “o vosso carisma é a Liturgia”. Fez um paralelismo entre vários artigos das Constituições Gerais e a Constituição Conciliar Sacrossantum Concilium, fundamentando essa ligação com vários pensamentos dos Fundadores. Há uma forte componente contemplativa na vida da SFRJS e toda a sua missão pastoral e social está marcada pelo sentido de reparação. Somos chamadas a trazer a liturgia para a nossa vida. A liturgia exprime o “namoro” da Igreja com o seu Senhor até alcançar as núpcias eternas.
Já a Ir. Emilia abordou várias passagens da Regra, Constituições, Diretório e Estatutos da Delegação que se referem à pobreza e equilíbrio económico. Um dos valores mais preciosos da pobreza é o sentido da dependência, da qual brota a alegria e onde se fundamenta a vida fraterna. Por isso, disse ela “afastemos qualquer tentação de independência na comunidade”.

 

 

Depois da oração de Laudes, a manhã do dia 5 foi dedicada à apreciação e reflexão dos grupos sobre o documento de trabalho, fruto das reflexões das comunidades da Delegação. Pelas quinze horas e trinta minutos, as reflexões foram partilhadas e debatidas em plenário.
Viu-se que o modo como se pode incutir o sentido de pertença a uma candidata à nossa Congregação será muito a partir do testemunho de vida das irmãs com quem ela convive. Ou ainda pelas convicções íntimas e motivações da própria candidata que têm de ser trabalhadas.
As mestras de formação partilharam o modo como procuram explicar às formandas a vida dos fundadores, a partir do livro “Servas Franciscanas Reparadoras – Cinquenta anos de vida” e nos escritos da vida das Irmãs S. João e Santíssima Trindade. Ficou também a dica de que algumas irmãs que conviveram com os fundadores (Irmãs Maria dos Anjos, Rosa, Martinha, Emiliana e Teresa Nambambi) e estão presentes na Delegação, possam, de vez em quando, dar um contributo neste campo! Foi feita uma síntese dos trabalhos e conclusões do dia.

 

 

No último dia da Assembleia, 6 de Janeiro depois da oração de Laudes, a manhã foi consagrada à discussão e votação das questões trabalhadas pelos grupos, depois de ser feita uma síntese das suas reflexões.
Depois do almoço, foi lido o Decreto de nomeação do novo Governo da Delegação para o triénio 2020-2022. São elas:
Delegada: Ir. Teresa Cambundo; Conselheiras: Ir. Alcinda Candimba, Ir. Emiliana Bundo, Ir. Augusta Mateus e Ir. Justina Kulinhonga. As Irmãs da Assembleia rejubilaram e cumprimentaram as Irmãs designadas para este serviço de autoridade.
Em seguida a Ir. Maria José de Oliveira deu graças ao Senhor pela realização desta Assembleia, agradeceu ao Governo cessante pelo trabalho feito ao longo do triénio e deu as boas vindas ao novo Conselho. Agradeceu também à comunidade de Santo António pelo trabalho de suporte desta Assembleia. Disse às Irmãs “a Igreja em Angola conta muito convosco, coloca muita esperança em vós!” Posteriormente fez e leitura da mensagem de estímulo que a Madre Geral, Ir. Teresa Fernandes enviou. Deu assim por encerrada a VI Assembleia Plenária da Delegação de Nossa Senhora, Mãe d’Africa, em Angola.
O dia terminou com a Eucaristia presidida pelo padre António Pedro Amândio. Durante a homilia o sacerdote encorajou o novo governo, dizendo que cada uma tivesse fé em Jesus que é a luz que ilumina os nossos actos.

 


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