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Notícias Ecclesia

Corpo de Deus, em Pereira, 2018

31 de Maio, último dia do mês de Maria, dia em que habitualmente se celebra a visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel, coincide neste ano de 2018 com a celebração da Solenidade Litúrgica do Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor.
Na aldeia de Pereira, como todos os anos, começam pela manhã a afluir peregrinos dos mais diversos locais da Diocese de Bragança-Miranda e fora desta, para participar na festa do Santíssimo Sacramento, como é conhecida e cuja devoção se instituiu vincadamente com a vivência especial de duas mulheres da terra Maria Augusta Martins e Alzira da Conceição Sobrinho. Estas duas senhoras vieram a ser as inspiradoras da Congregação das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado.

A Eucaristia foi presidida por sua Ex.cia Rev.ma o Senhor D. José Cordeiro, Bispo da Diocese de Bragança-Miranda e concelebrada pelo Con. Silvério Benigno Pires e o Pároco local, Pe. Tiago Alves.
Nesta Eucaristia, cujo coro era constituído por algumas meninas da Casa do Menino Jesus e por várias pessoas da aldeia celebraram a sua primeira comunhão três crianças.
D. José Cordeiro, manifestou a sua alegria por estar presente nesta festa onde se é “sempre interpelado pelo testemunho da fé dos antepassados”. Referiu-se à beleza das ruas entapetadas de flores que convidam ao louvor com toda a natureza. É, disse, “a ecologia integral a que nos convida o Papa Francisco na Encíclica Laudato Si”. Nesta linha lembrou as duas mulheres, naturais de Pereira, a quem Deus inspirou a fundação da Congregação das SFRJS e que “tiveram este mesmo sentido da ecologia integral na celebração e na adoração eucarística, orientando as suas vidas e ajudando outros a darem grandes ideais ao coração e à existência.”
E continuou o Prelado: “O testemunho das fundadoras da Congregação das Servas Franciscanas Reparadoras continua a interpelar. Suportaram dificuldades, incompreensões, privações … Mas quando Deus infunde esta chama a que nós damos o nome de Carisma, um dom especial que não é para ficar encerrado em si é para ser partilhado aos outros, a vida urge. Por isso é que a Eucaristia não se encerra em si, ela um meio, um sacramento, um sinal do amor de Deus por nós, que nos leva depois a amar os outros. Quem participa na Eucaristia, quem adora a Eucaristia não pode deixar de construir o bem comum. Ou estará a negar-se a si mesmo. Se não contribuímos para o bem comum, estamos a ser coniventes com o mal comum.”
O Bispo de Bragança-Miranda continuou, chamando a atenção para o compromisso: “Algumas pessoas só se sabem “balconear” no dizer do Papa Francisco. Isto quer dizer olhar da varanda, olhar de cima, falar de tudo e de todos, mas sem se comprometer ou envolver. Por outro lado, a Eucaristia é estímulo para “dar a vida” por aqueles que nos rodeiam, desde o contexto familiar, aos ambientes profissionais e de convívio. A santidade está ao alcance de todos. Apesar de muitos a viverem de um modo mais radical, todos são chamados a dar frutos de santidade, enraizados em Cristo”, advertiu.
Referindo-se à riqueza da liturgia da Palavra, evocou uma vez mais as duas testemunhas de Pereira: “Diante da Eucaristia Alzira Sobrinho e Maria Augusta Martins não estavam apenas a contemplar de uma forma passiva, mas dialogavam. É preciso que as nossas ideias e razões sejam iluminadas pelo Evangelho. As Leituras desta celebração tratam da Aliança que é selada com sangue, era assim antes de Cristo e foi-o com Cristo. O sangue é sinal de vida na bíblia. É com a nossa vida que nós damos mais vida aos outros.”
Finalmente D. José Cordeiro, recordou como tão significativo que “esta solenidade coincide, neste ano, com o último dia de Maio. Em Pereira estas duas dimensões, a eucarística e a mariana sempre se interligaram, basta ver o alto da torre desta Igreja que abraça as casas, as famílias e dá vigor aos que se empenham por um mundo melhor, mais eucarístico, portador de vida.” Chamou ainda a atenção às SFRJS, às quais, “com as provocações que o Papa Francisco lança à Igreja, cabe uma enorme responsabilidade”, porque receberam um carisma que não podem apenas situar num passado glorioso, mas que as deve fazer olhar para o futuro, com discernimento… “O campo é enorme, na catequese, na liturgia, na caridade, nas dimensões eclesiais as quais este carisma também potencia ainda mais, e na adoração eucarística! Que ela se multiplique entre os jovens, e possa chegar a todas as comunidades, para a construção da civilização do amor que nasce da Eucaristia.”
No final da celebração, realizou-se a procissão pelas ruas engalanadas, num ininterrupto tapete de flores. Com canto e preces se foi tecendo de louvor esta manifestação de fé na aldeia eucarística.
Muitos dos presentes participaram na refeição convivial oferecida pela Casa do Menino Jesus, como continuidade da comunhão eucarística que o encontro com Jesus proporciona.


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