• Slide 3
  • Slide 1
  • Slide 2
  • Slide 4
  • Slide 5

Encontros do Movimento Eucarístico de Leigos

Foram dois os encontros proporcionados aos membros do Movimento Eucarístico de Leigos para celebrar a sua fé em comunidade. O primeiro encontro, num dia chuvoso, a 29 de Abril de 2018, V Domingo da Páscoa, foi celebrado no Santuário de Nossa Senhora do Aviso, situado nas imediações da aldeia de Serapicos, no concelho de Bragança, e nele foram acolhidos os cerca de 230 participantes. No segundo, num dia amistoso de sol, primeiro Domingo de Maio, dia da Mãe e VI da Páscoa, os 270 participantes acorreram ao santuário de Nossa Senhora do Nazo, perto da aldeia da Póvoa, Miranda do Douro.
Em ambos os encontros foi reconfortante entrar num ambiente acolhedor, em espaços a resplandecer de limpeza e arranjo. Foi assim que se sentiram membros do Movimento Eucarístico de Leigos que participaram ativamente neste tempo de graça.

 

No Domingo seguinte o cenário apenas foi diferente nas condições climatéricas: um dia de sol radiante alegrou o enorme espaço do planalto Mirandês onde se situa o santuário de Nossa Senhora do Nazo, perto da aldeia da Póvoa, para acolher os 270 participantes que ali acorreram neste primeiro Domingo de Maio, dia da Mãe e VI da Páscoa.
A oração da manhã deu mais um toque Pascal à celebração da festa. Seguiu-se a parte de formação, cuja reflexão foi orientada pelo Cónego Silvério Pires, tendo como base o tema “A oração na vida do cristão”.
Este sacerdote admitiu diante dos participantes que também ele se sentia um Visitador do Sacrário, não apenas pela sua missão de Sacerdote, mas também pelo cuidado da lâmpada do Sacrário, de que amiúde se ocupa. Falou da importância da oração na vida dos cristãos. E que este dia que a todos congrega na celebração da fé “é um dia para regar a vida”.
Referiu que “a oração tem de fazer parte da nossa vida, de outro modo transformamo-nos em máquinas… sem um rumo”. Disse que a oração por excelência é a Eucaristia, dado que daqui dimana toda a espiritualidade da Igreja e abrange todas as formas de oração. A Eucaristia ilumina a igreja.
É também na Eucaristia que se centra toda a espiritualidade do Visitador do Sacrário: a Eucaristia celebrada, comungada e adorada. Neste sentido a todos se dirigiu, de forma exortativa para que cada um procure celebrar bem: “A Eucaristia bem celebrada é o céu na terra”, e esclareceu que “a melhor forma de celebrar a Eucaristia é participar na Sagrada Comunhão”, preparados pelo sacramento da reconciliação, pois “felizes os convidados para a ceia do Senhor!” Referiu que a comunhão é também a melhor forma de adorar Jesus. “A comunhão transforma o crente num sacrário vivo, assim como o seio da Maria foi o primeiro Sacrário da terra, que guardou o Corpo do Senhor” recordou o sacerdote.
Lembrou a teologia do espaço sagrado, habitado por Deus, Aquele que nem os céus nem a terra podem conter: “Maria é a arca que guardou em seu seio o pão de Deus.”
Referiu-se ainda à Eucaristia adorada. Depois da celebração o Senhor fica no Sacrário. É a continuação da sua presença. “O Senhor colocou a sua tenda no meio de nós e o Sacrário é como que a tenda de Deus”. Neste sentido, referiu que a visita ao Santíssimo Sacramento é uma forma de manifestarmos o apreço que temos pela presença do Senhor entre nós e de O acolhermos na nossa vida. “Como Visitadores do Sacrário temos de fazer a vista ao Sacrário. Nas aldeias onde não há Eucaristia ao Domingo sejamos pelo menos nós a abrir as portas da Igreja”, exortou.
Prosseguido a sua alocução, o Con. Silvério Pires aludiu à importância de rezar com assiduidade, tempo e serenidade, tomando consciência de que “somos templos vivos de Deus”. Referindo-se à dimensão reparadora e chamou a atenção para o valor da oração, no meio de uma sociedade ferida nos seus valores. “Reparar também significa pedir perdão”. Por outro lado exortou a purificar a fé, afastando-a do individualismo: “Dizer «eu cá tenho a minha fé» e andarmos longe do altar não é condizente. Como os discípulos de Emaús peçamos ao Senhor: «Fica connosco!» E também: «Senhor, ensina-nos a rezar».” Durante a sua exposição, o Cón. Silvério referiu-se às várias formas de oração, recordando que a nossa forma de nos dirigirmos a Deus nem só de súplica e de pedidos pode ser. Rezar “é abrir a alma é falar com o coração, sem precisarmos de livros de piedade, ou de formulários. Ela é motivada por uma sede de Deus. A Igreja não pode dispensar o pulmão da oração.” Referiu também que a oração comunitária é muito mais rica que a oração individual. E que a humildade é necessária na oração. Para isto exemplificar serviu-se da parábola do fariseu e do publicano, fazendo também a apresentação do canto do Magnificat, onde Maria se apresenta como a humilde serva do Senhor.
Depois de um breve intervalo foi o tempo da adoração ao Santíssimo Sacramento. E, após o almoço, a tarde continuou com a recitação do terço, a apresentação dos Centros presentes.
Coroou este dia de graça a solene celebração da Eucaristia, sendo visível nos rostos de todos a alegria experimentada por este encontro com o Senhor e de uns com os outros.

Newsletter

Receba as nossas novidades.
Subscreva a nossa Newsletter:

© 2013 SFRJS Todos os direitos reservados