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FECUNDAS COMO MARIA

No dia 15 de Agosto, a Congregação das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado viveu em Macedo de Cavaleiros mais um momento festivo com a celebração do Jubileu de Profissão Religiosa de algumas das suas Irmãs.

A Ir. Dulce Ramos a celebrar 25 anos de Profissão Religiosa e com 60 anos as Irmãs Goretti Rito, Ermelinda Gomes e Alda Celina Martins.
A celebração foi integrada na Eucaristia Paroquial das 11 da manhã, da paróquia e foi presidida pelo Bispo da Diocese de Bragança-Miranda, D. José Manuel Garcia Cordeiro, concelebraram o Cónego Manuel Melo, o Cónego Silvério Pires e o Pe. José Bento. Também presente o Diácono Ilídio Mesquita.
Na homilia D. José Cordeiro referiu-se ao ícone da Assunção de Maria, evocando o repto lançado pelo Papa Francisco na sua peregrinação a Fátima: “Qual Maria? Uma ‘Mestra de vida espiritual’, a primeira que seguiu Cristo pelo caminho ‘estreito’ da cruz dando-nos o exemplo, ou então uma Senhora ‘inatingível’ e, consequentemente, inimitável?” Maria não é a inatingível, devemos olha-la antes como mãe. Ela é Aquela mulher de fé, ou aquela que concebemos nas nossas devoções, no nosso imaginário? Ela é a Mãe da Igreja ou é alguém muito distante? Lembrou que Maria, nos seus milhares de títulos, na liturgia deste dia 15 de Agosto é apresentada como a Senhora do Magnificat. “Feliz és tu porque acreditaste,” diz Isabel. A felicidade vem da fé, vem da fidelidade, desta relação umbilical que nós temos com Deus desde o dia do nosso baptismo que é maior até do que aquela que temos com os nossos próprios pais, de tal forma que alguns até deixam pai e mãe a família e se entregam totalmente ao Reino… e porquê? Por causa do dom do amor de Deus que está acima do nosso próprio entendimento.

A cena do magnificat, lembrou o Prelado, tem como cenário duas mulheres, a jovem de Nazaré e a idosa Isabel, é uma cena de intenso simbolismo, o antigo que se abre ao novo: “De onde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor?” O Bispo de Bragança-Miranda recordou que, nas manifestações que temos para com a Mãe de Deus, não podemos ficar pela emoção. Uma emoção que não transforma o coração. Convidou a passar para lá da exterioridade até ao encontro, a passar de mirones de procissões para peregrinos. “Os cristãos que se comprometem não são turistas mas peregrinos e o encontro com Deus faz-nos pessoas livres, leves perante a vida”.
D. José Cordeiro congratulou-se com a presença das Irmãs Servas Franciscanas Reparadoras na Diocese, com uma nota de esperança. O facto de não ter havido vocações portuguesas nos últimos tempos pode levar-nos a uma atitude de falta de fé… no entanto quando se dá tudo, temos de acreditar que há uma fecundidade espiritual que se reproduz. Neste sentido explorou o sentido da palavra com que o povo de Deus trata os sacerdotes como Padres e as religiosas como Madres, isto muito visível em outros países como Angola e Moçambique onde esta Congregação também está implantada. Há um sentido de fecundidade na relação espiritual dos consagrados com o povo. A paternidade e maternidade espiritual é sempre fecunda e nunca estéril. O que fazer então para que a nossa paternidade e maternidade sejam fecundas? Ser pessoas de fé, como Maria, mãe da Igreja. Deixou o repto para cada um deixar uma marca positiva, da sua vivência cristã, tal como nós a herdámos de outros, na sucessão da fé. O Bispo de Bragança pediu para não desanimar: Isabel na sua velhice foi mãe! “Aprofundemos a relação com o dom da Sua Graça e sejamos fiéis àquilo que Deus nos oferece gratuitamente.” Referindo-se às Irmãs festejadas, disse “Hoje damos graças a Deus por tantos os que passaram pela história destas Consagradas e nunca tiveram talvez oportunidade de lhes manifestar um obrigado, hoje temos oportunidade de dizer obrigado a Deus por nos ter dado estas Irmãs e pedir para que sejamos fiéis ao dom que Ele é e que Ele nos oferece.”
Depois da celebração da Eucaristia os convidados reuniram no Centro D. Abílio Vaz das Neves para o almoço e confraternização, na alegria da festa e do dom da amizade.


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