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ONOMATOPEIAS DO TEU NOME

“ONOMATOPEIAS DO TEU NOME” é o título da obra da Irmã Maria José Diegues de Oliveira, cujo lançamento ocorreu na Biblioteca Municipal de Bragança às 21:00h do dia 11 de julho de 2017.
Ao ritmo de Bunte Blätter Op.99 nº1 de R. Schuman, tão genialmente interpretada pelo jovem talento João Arrobas, que havia sido aluno da Escola de Santa Clara, entrámos serenamente na “tenda” do encontro com a cultura.

 

Deixando eclodir toda a sua espontaneidade e pulsar mais profundo a Irmã Florbela encarnou e declamou “O teu nome sabe a vento”, poema inserido no I Capítulo do Livro.
Num olhar abrangente através da assembleia capturava-se a alegria dos convidados expressa nos seus sorrisos rasgados. Palpável também a comunhão entre todos, não obstante a diversidade de idades e pertenças sociais e eclesiais. Salienta-se a presença significativa de Servas Franciscanas Reparadoras, oriundas de diversas comunidades.
Com uma singular descontração e permanente sorriso o Dr. António Rodrigues, Diretor do jornal “Mensageiro de Bragança” captava a nossa atenção apresentando os diversos intervenientes e guiando-nos sucessivamente ao longo da noite.
A sessão prosseguiu com as intervenções do Dr. Hernâni Dias, Presidente da Câmara Municipal de Bragança e de D. José Cordeiro, Bispo de Bragança-Miranda. Dirigiram aos presentes umas palavras de acolhimento.
O Dr. Hernâni Dias expressou o seu contentamento por ver este espaço cultural particularmente bem preenchido, sinónimo do apreço que as pessoas têm pela Irmã Maria José Oliveira. Felicitou-a por esta produção literária e disponibilizou a biblioteca de novo para ficar cheia de gente amiga na apresentação de uma nova obra. Congratulou o talento do jovem João Arrobas, que é fruto do Conservatório de Música e Dança de Bragança.
D. José Cordeiro dirigiu uma saudação especial à Superiora Geral das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado, Irmã Teresa Fernandes, por ter aceitado a ousadia de que uma das suas irmãs publicasse a solo um livro. Espera que este momento seja o primeiro de muitos outros, reconhecendo a existência de muito tesouro escondido na Irmã Maria José Oliveira, a quem ele agradeceu também o facto de ter sido sua secretária. Explicou o motivo do livro ser editado pelo Secretariado Nacional de Liturgia, na coleção Verbum caro, e mencionou também a experiência da Irmã Maria José como membro do Secretariado Diocesano da Liturgia. Manifestou a sua gratidão à Irmã Maria José, mulher multifacetada, que além do reconhecimento na nossa diocese vai ganhando reconhecimento a nível nacional. Considerou que a poesia da Irmã Maria José entra no domínio da mística, ultrapassa a espiritualidade cristã.
De cada um dos cinco capítulos do livro foi declamado um poema. “No mundo dos Nomes - Os nomes construídos”; “Ana e o aceno do profeta – quando a mãe dá o nome ao filho”, “Sagrado Nome de Deus” foram poemas que o Dr. Jorge Costa, Director do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, a Drª Margarida Rodrigues e o Dr. Jorge Novo interpretaram e que deram a conhecer a todos.
A interpretação da Sonata em Fá maior, n.º 23, 2º andamento de J. Haydn, pelo João Arrobas, promovia o som de cada palavra proferida.
יהוה (Yode, Hê, Vau e Hê), quatro consoantes hebraicas que formam o tetragrama sagrado que aparece em Êxodo 3,14 como o nome de Deus foram magistralmente pronunciadas pelo Pe. Fenando Calado Rodrigues, que fez a apresentação da obra, expondo a sua fundamentação bíblica e revelando-nos que «a Irmã Maria José, confrontada com estas questões em torno da correta forma de pronunciar o nome de Deus, entregou-se com dedicação a essa problemática. Estudou-a, meditou-a, rezou-a... Fruto de todo esse labor, começou a desenhar-se no seu espírito um poema ao nome de Deus. E este foi-se desenvolvendo até se formar, no seu íntimo, o livro que hoje temos diante de nós com o sugestivo título: “Onomatopeias do Teu Nome”».
As ilustrações que enriqueceram o livro, concebidas pelo Dr. Manuel Trovisco, foram explicitadas em primeira pessoa, fazendo-nos entrar no mundo das manchas pretas e das linhas, das sombras e dos contornos, do rigor do traçado e da harmonia das medidas. Desde o retângulo de ouro que nos faz percecionar o irracional até à espiral que nos permite acenar ao infinito, fomos reconhecendo a importância do silêncio na arte, elevando o nosso ser.
Com autêntica simplicidade e sorriso sereno a inundar-lhe o rosto, a Irmã Maria José Diegues de Oliveira usou a metáfora do fotógrafo, que captura imagens, para abordar a forma como ela capta os momentos através das palavras para fazer memória dos sentimentos e das reflexões. O bucólico e o espiritual estruturam a personalidade desta Irmã que paulatinamente foi absorvendo a ação do Espírito na sua própria existência.
Louvamos com a autora usando as suas palavras do poema “Santificado seja o Vosso Nome”:
“A Vós, Nome que os espaços siderais não retêm,
na Atmosfera onde toda a revelação se evidencia,
submetemos o nosso silêncio deslumbrado,
ao aval de um louvor perene.
Amén.”
A noite terminou com um porto de honra, pretexto para a convivência entre todos os presentes. Durante este tempo a Ir. Maria José esteve disponível para autografar alguns livros que os convivas quiseram levar consigo.

Ir. Maria Florbela do Couto Vieira, SFRJS


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